terça-feira, 27 de dezembro de 2011

Atendimento Publicitário: lidando com clientes fragilizados



Esta semana deparei-me com mais um cliente fragilizado, desiludido e irritado com agência de publicidade. As reclamações são sempre as mesmas: “não recebemos a atenção necessária”, “a agência só está interessada em nosso dinheiro”, “depois que a campanha acabou, ninguém mais apareceu”, e por aí vai.

Isso está se tornando comum nas minhas visitas de prospecção. Será que estamos tratando o cliente como deveríamos? Será que estamos dando a devida atenção a eles? O que está acontecendo com o mercado para gerar tantos clientes insatisfeitos com a atuação das agências? São questionamentos que estão longe de serem respondidos. Mas o que os profissionais de atendimento podem fazer para minimizar esse sentimento dos clientes?

Todos os clientes que visitei recentemente estão em busca de resultados. Eles querem aumentar o número de vendas, de alunos, de visitas ou qualquer outra meta. Todos eles querem aumentar os resultados positivos e ganhar maior participação no mercado em que estão inseridos. Porém, a maioria deles está vendo a contratação de publicidade como um gasto e não como um investimento. Isso porque o que está sendo apresentado para eles são as soluções comuns, as fórmulas prontas que são mais fáceis de fazer, os planejamentos baseados nos “achismos” que são mais baratos, ou a cópia do planejamento feito para outro cliente que foi reaproveitado.

Como diz Walter Longo:

“(...) a criatividade gratuita e a obsessão por prêmios por parte das agências, transformaram uma atividade meio numa atividade fim, sem uma preocupação por resultados, o que deveria ser uma obsessão por parte de todos que trabalham em comunicação (...)”* 


Para trazer resultado para o cliente, é preciso investir, é preciso pesquisar, é preciso inovar e, acima de tudo, é preciso personalizar. Cada cliente tem objetivos diferentes. Cada cliente tem um mercado diferente. Cada cliente tem metas diferentes. As fórmulas prontas hoje não estão funcionando nem para clientes parecidos, quanto mais para clientes de atividades diferentes.

É preciso tratar o cliente como único. Não é porque ele fatura menos do que outros que ele pode ser tratado de forma diferente. Todo cliente bem trabalhado possui um enorme potencial. Todo cliente satisfeito gera negócios, todo cliente que está sorrindo, indica o trabalho para outros.

O cliente sempre indicará a agência. Porém, a forma de trabalho dela é que vai definir se será uma indicação positiva ou negativa. E, acredite, a negativa sempre é a que mais se destaca.

O cliente acredita que o papel do Atendimento Publicitário é defendê-lo na agência. E isto não poder ser diferente. Somos Gerentes de Contas e não Contato. Temos que ter uma posição estratégica e postura perante o cliente. Temos a possibilidade e a obrigação de trabalharmos para reverter a situação. Nosso relacionamento com o cliente e nosso profissionalismo diante da situação será capaz de minimizar esse sentimento. Porém, os donos de agências devem considerar que não somos milagreiros. Amenizamos, mas não resolvemos. A mudança de postura deve ser de todos.

Atendimentos, jamais deixem os clientes chegarem a este ponto. Faz parte da nossa profissão, manter sempre nossos clientes satisfeitos. Utilizem a experiência de vocês. É fundamental que o atendimento tenha algumas atitudes que podem evitar a situação: tenha confiança, seja positivo, mantenha o entusiasmo. Seja amigo do seu cliente, afinal, ele precisa de um aliado. Jamais omita uma insatisfação do cliente à direção da agência. Conte tudo. A chance de superar os problemas será muito maior.

*Trecho retirado do artigo: Relacionamento Cliente/Agência, criado para o Comunique-se 2005 – em setembro de 2005


Publicado originalmente no blog Implantando Marketing, dia 31 de outubro de 2011.

quinta-feira, 22 de dezembro de 2011

Atendimento Publicitário: uma nova função



Olá pessoas! A partir da agora faço parte da equipe do Implantando Marketing, um blog atualizado com assuntos de grande importância e relevância para todos aqueles que trabalham com Comunicação e Marketing ou se interessam pelo assunto.

Trabalho na área de comunicação desde 2007 e passei pelas áreas de Mídia, Operações e, por último, Atendimento, onde estou até hoje e pretendo me manter por um bom tempo.

Trabalhar em agências menores me permitiu ter uma visão sistêmica, participar do todo, desde a chegada do briefing ou da reunião com o cliente até a visualização do trabalho pronto. Isso é gratificante e me permitiu ter uma formação mais completa.

Hoje tenho uma visão mais apurada sobre os trabalhos, pois consigo transitar entre todos os departamentos e conversar com propriedade sobre muitas coisas. Para dar mais um passo na minha evolução como profissional, agora trabalho com web. Como Atendimento Web faço planejamentos, pesquisas, projetos e procuro aprender cada dia mais para manter o mesmo padrão de relacionamento que conquistei como atendimento de agências offline. E para isso, não posso parar de pesquisar, de trocar experiências.

Este é um dos motivos pelo qual estarei aqui com vocês a partir de hoje. Para compartilhar informações relevantes sobre Atendimento Publicitário e o que o “novo mundo” está preparando para esta profissão de extrema importância no relacionamento agencia x cliente.

Vamos trocar experiências sobre novos mercados, novos consumidores, novas plataformas, novas tecnologias, enfim, sobre tudo que vivemos no dia-a-dia e o aprendizado constante que temos que ter para conseguirmos realizar nosso trabalho com qualidade e criatividade. Ou vocês acham que só o departamento de Criação é que vive de criatividade?

Vamos conversar sobre o dia-a-dia com os clientes, sobre como lidar com eles e com a ansiedade que muitos deles têm em relação à internet e sobre as ações online. Vamos falar também sobre os atributos que são fundamentais para um bom profissional de Atendimento. Estrategista, planejador, pesquisador são alguns deles. Mas com todas essas novidades que surgem no dia-a-dia, como se manter atualizado e a frente dos clientes?

É sobre tudo isso que vamos tratar em nossas conversas. Fiquem ligados e compartilhem suas dúvidas. Façam sugestões e vamos juntos buscar as respostas.





Publicado originalmente no blog Implantando Marketing (www.implantandomarketing.com)  em 17 de outubro de 2011.

segunda-feira, 19 de dezembro de 2011

domingo, 4 de dezembro de 2011

Certificação em Marketing Digital

Estou participando neste fim de semana do Treinamento para Certificação em Marketing Digital aqui em BH.
Curso excelente. O palestrante então, nem se fala. @conradoadolpho, parabéns. Curso fantástico.
Esta semana eu vou colocar mais informações sobre este curso.



Para quem se interessar mais, vejam mais informações nestes sites:

http://www.conrado.com.br/
http://www.8ps.com/gerentes-e-consultores

quarta-feira, 9 de novembro de 2011

Novo Briefing - Período de Campanha


Como a internet, o conceito de "período da campanha" tem uma nova classificação: 
pode ser pra sempre...


A classificação que fazíamos antes em: "uma semana", "um mês", "quinze dias", etc., ficou comprometida com a internet. Isso porque o Google e os outros buscadores fazem a indexação do conteúdo sem considerar quando este conteúdo foi postado. Existem comentários que o Google irá fazer mudanças no seu logaritmo para que o conteúdo apresentado como respostas às buscas seja sempre o mais atual e pertinente com o assunto procurado. Mas isto não quer dizer que o que foi publicado antes não estará disponível.

Na verdade, o que vamos considerar no planejamento de uma campanha é o período que as ações vão estar disponíveis. Por exemplo: o vt vai estar na televisão por uma semana, ou teremos uma bisemana de outdoor, ou ainda, vamos fazer uma promoção nas redes sociais durante duas semanas. Essa definição é possível ser feita, mas provavelmente você encontrará histórico da campanha durante um bom tempo na internet.

Neste caso, é fundamental que as datas de duração das ações ou de uma promoção conste em todas as peças para não haver problemas posteriores.


Tem sugestões, críticas ou informações a complementar? Deixe seu comentário ou entre em contato.

Este espaço é para troca de experiências.

Próximo assunto? Estratégias de campanha.

E vamo que vamo.


terça-feira, 1 de novembro de 2011

Novo Briefing - Verba



A IAB Brasil (Agências do Interactive Advertising Bureal) lançou essa semana um Guia de boas práticas para melhorar o relacionamento entre as empresas anunciantes e suas agências de comunicação digital.

Dentre as 10 recomendações, a primeira delas me chamou atenção por ser tema deste post, a definição de verba. Isso exemplifica um pouco a importância da definição da verba numa campanha de publicidade, já que o esforço e as ações que serão planejadas têm que estar de acordo com o que o cliente tem disponível para investir.

O IAB Brasil coloca assim:

1-Deixar claro qual é a verba disponível. Lembre-se: caso sua empresa invista menos de 10% do budget de comunicação em mídia online, está abaixo da média nacional. Além deste investimento, não se esqueça dos custos associados à produção de sites e manutenções mensais, presença em redes sociais, produção de peças de mídia e vídeos, por exemplo. Uma boa prática: ao iniciar um projeto é importante informar à agência a ordem de grandeza. Esse valor, mesmo que aproximado, é o campo por onde a agência irá trabalhar de acordo com a verba disponível. Não dá para pensar um grande projeto com uma verba pequena.

Mais do que a questão do porcentual de investimento o que é importante considerarmos aqui é que a verba define os rumos do trabalho da agência. Ou seja, se a verba disponível para a ação é de 10mil, as ações tem que ser desenvolvidas sobre este patamar. Se a verba disponível é de 100mil, o trabalho necessariamente será diferente.

Além disso, temos que considerar que a verba total tem que ser distribuídas entre as várias necessidades da campanha: produção – impressa, audiovisual, eletrônica, web –, veiculação – TV, rádio, jornal, internet, etc.

O objetivo que temos que trabalhar é a potencialização desta verba. Temos que fazer com que este investimento traga para os clientes os melhores resultados possíveis, atingindo assim os objetivos previamente definidos.

Não ter essa informação clara no briefing pode comprometer o desenvolvimento da campanha, além de gerar um retrabalho posterior que pode comprometer todo o período da campanha, principalmente se for uma campanha de oportunidade.

Tem sugestões, críticas ou informações a complementar? Deixe seu comentário ou entre em contato.

Este espaço é para troca de experiências.

Próximo assunto? Período da campanha.

E vamo que vamo.

sexta-feira, 28 de outubro de 2011

Novo Briefing - Objetivos


Objetivos de uma campanha publicitária - começando pelo final.

Amigos desculpem a demora em continuar os posts. Período atribulado. Mas estou de volta e continuando nossa sequência, vamos falar sobre os objetivos da campanha.

Depois de definido o público-alvo, ou seja, a definição das pessoas que queremos atingir com nossa campanha, precisamos definir qual a ação que queremos que essas pessoas tenham.

Se queremos aumentar nossa participação de mercado, as pessoas devem consumir mais nossos produtos. Se queremos tornar nossa marca conhecida, precisamos que as pessoas nos vejam e nos escolham na hora da decisão. Se queremos nos tornar referência no mercado, precisamos que as pessoas tenham essa percepção.

Ou seja, os objetivos dependem das ações que queremos que as pessoas tenham perante nossa marca. É preciso ter isso muito claro na campanha e o pensamento inverso é sempre mais indicado, além de facilitar a definição dos objetivos.

Para serem efetivos, os objetivos devem ser o mais específico possível, além de serem compatíveis com os objetivos mercadológico da empresa. Eles precisam ser quantificáveis, precisos e com prazos estipulados. Eles não podem e não devem ser amplos demais em relação ao mercado, quanto mais delimitado for, maiores as chances de sucesso. E, principalmente, devem ser alcançáveis e motivadores. Se não tiverem estas características dificilmente os envolvidos no processo seguirão firmes até o final.

Essa definição não é fácil nem rápida, é preciso investir tempo. Porém, se os objetivos não forem bem definidos, eles acabarão não sendo cumpridos e a campanha não trará resultados favoráveis para os clientes. 


Tem sugestões, críticas ou informações a complementar? Deixe seu comentário ou entre em contato.

Este espaço é para troca de experiências.



Próximo assunto? Verba da campanha

E vamo que vamo.

Ju Rezende

quinta-feira, 22 de setembro de 2011

Novo Briefing - Público-alvo

Público-alvo nas campanhas publicitárias: como atingir o consumidor 2.0?

A internet trouxe um imenso desafio para os profissionais de Atendimento. Antes, quando tínhamos que elaborar um briefing, identificar o público da campanha resumia em classificá-los por classe.
Porém, agora temos que classificá-los por hábitos de consumo. E agora?

Agora ficou mais fácil conhecer nosso cliente. Não precisamos de grandes pesquisas de mercado para identificar nosso publico consumidor. Mas precisamos de um bom monitoramento estruturado e contínuo do nosso público. O mercado de nicho hoje é a bola da vez. Não é preciso mais manter grandes estoques, precisa-se de um belo trabalho de logística. O livro que tinha um exemplar vendido por mês não era colocado na estante, porque tinha que dá espaço para o livro que vendia 100 exemplares por mês. Hoje eles ocupam o mesmo espaço: alguns bits.

Por este motivo, o consumidor se tornou mais seletivo e uma campanha de massa não vai mais convencê-lo a comprar. O que vai convencê-lo a comprar é a mensagem exclusiva que ele vai receber, personalizada, baseada nos dados de consumo (leitura) que foram levantados pelo monitoramento que é feito constantemente.

Nosso público hoje quer uma troca, não simplesmente receber. “O que vou ganhar comprando o produto? O que mais a marca tem para me oferecer?” Ele quer conteúdo, relacionamento, proximidade.

E como criar uma campanha onde o público deixou de ser uma massa e tornou-se indivíduo e com nome?

É o grande desafio. Para definir o público-alvo de uma campanha hoje, é necessário que os objetivos da campanha estejam muito claros. 

Definir o público-alvo da campanha será feito através dos seus hábitos de interesse. Não de consumo. Para ser efetivo, a marca precisa entregar mais do que um produto ou serviço. Ela deve entregar benefício e relacionamento.

Defina que tipo de relacionamento você quer ter com seu consumidor, o que você quer que ele faça por você (marca). Assim você irá conseguir definir quem é o seu público.

Tem sugestões, críticas ou informações a complementar? Deixe seu comentário ou entre em contato.

Este espaço é para troca de experiências.

Próximo assunto? Objetivos da campanha.

E vamo que vamo.

Ju Rezende

quinta-feira, 8 de setembro de 2011

Novo Briefing - Histórico/Informações da empresa


Para desenvolver uma campanha é fundamental conhecer os aspectos principais da empresa, seus pontos fortes, fracos, qual o momento da empresa no mercado: crescimento, estabilização, queda...
Conhecer os objetivos de marketing para o produto ou serviço que será anunciado, se será uma campanha institucional para fortalecimento de marca... Enfim, precisamos entender quem é a empresa e o que ela quer para desenvolver uma campanha condizente com os objetivos de marketing para que se obtenha os resultados esperados.
Porém, existem mais algumas informações que são necessárias para desenvolver as estratégias digitais: o cliente possui um site atualizado? Possui redes sociais ativas? Possui um Analista de Redes Sociais à disposição para interação? Serão desenvolvidas Land pages específicas para os produtos anunciados? Ou seja, uma série de informações específicas sem as quais será impossível desenvolver uma estratégia funcional para a área digital.

Esse é o nosso desafio, amigos Atendimentos. Tudo o que já temos o costume de fazer e mais um pouco.

Afinal, o consumidor está mudando e para desenvolver campanhas com resultados efetivos será fundamental a mudança estrutural na forma de desenvolvê-las.


Continuem acompanhando! No próximo post, comentarei sobre "Público-alvo".

E vamo que vamo.

segunda-feira, 29 de agosto de 2011

Novo Briefing na era digital - 1

A partir dessa semana vou começar a escrever sobre os desafios enfrentados pelos Atendimentos no desenvolvimento do briefing das campanhas atuais.
É fundamental considerar que as coisas mudaram. Campanhas só off line agora, dificilmente acontecem.
A grande parte das novas campanhas tem o braço digital.

Por isso, vamos começar a analisar as etapas de elaboração do novo briefing e como lidar com essas mudanças, quais os itens devem ser considerados, quais informações são fundamentais, etc...

Vamos começar pelas informações da empresa. O que precisamos saber sobre a empresa para elaborar um bom briefing de campanha.

Acompanhem!

domingo, 28 de agosto de 2011

Novas Experiências com Iphone

Comecei uma nova experiência neste fim de semana. A experiência com o Iphone.
Vamos ver se ele é tudo o que falaram mesmo. As primeiras experiências são positivas, exceto com a bateria. É isso mesmo? Um dia? Que coisa, hein? Sair de casa sem o carregador, nem pensar.

segunda-feira, 22 de agosto de 2011

Marketing Digital - é novo?

Virou moda falar de Marketing Digital. Todo mundo está falando como se fosse uma novidade.
Até certo ponto, é. Mas o marketing digital nada mas é do que o bom e velho marketing de Philip Kother, porém com novas ferramentas.
Considerar o marketing digital como algo isolado é mais uma miopia. O que estamos vendo é uma transição, onde, em breve, as ferramentas do marketing digital serão mais utilizadas do que as do marketing convencional, mas jamais deixará de ser marketing. E é isso que as pessoas devem considerar.
As empresas de comunicação digital de hoje são as novas agências de marketing, pois tudo é baseado na estratégia de venda e relacionamento com o cliente. A diferença é que talvez a produção fique mais barata. Talvez.
O perfil do novo consumidor chamado de 2.0 (ou 3.0, já que as coisas estão evoluindo tão rápido) é o perfil participativo, colaborativo.
Não se faz mais ações para eles. Se faz ações com eles. Os consumidores são participantes ativos e agora eles têm nomes. Não são mais a "massa". Devem (e querem) ser tratados como um cliente especial, único e exclusivo. E é essa revolução que estamos vendo.
Não temos um novo marketing. Temos o velho marketing tendo que ser remodelado em virtude dos novos consumidores. Estes sim, mudaram. E muito!

Google+ mais uma vez

No post anterior comentei sobre a utilização do Google+. Comentei sobre o barulho que foi feito no seu lançamento e a quantidade de pessoas que realmente estão utilizando e interagindo com este nova rede.
Hoje li um post com o resultado de uma pesquisa que foi feita que teve como resultado o perfil de usuários da rede e que cerca de 80% das pessoas que se cadastraram sequer interagiram.
Será que vai dar certo?

Fonte: http://www.blogmidia8.com/2011/08/83-dos-usuarios-do-google-estao.html?utm_source=feedburner&utm_medium=feed&utm_campaign=Feed%3A+feedmidia8+%28%C3%9Altimos+posts+do+%40midia8%29

segunda-feira, 8 de agosto de 2011

Rede Social com manual de instrução.


A nova rede social Google+ não atingiu as expectativas. Ainda.
Não são poucos que eu já vi desistirem do Google+ pela dificuldade de usar ou simplesmente pelo fato de não trazer nada de novo.
Já vi vários lugares textos, artigos, matérias explicando como usar a nova rede social, mostrando seus diferenciais, como criar os círculos, como compartilhar, etc. Mas precisa explicar? Quando comecei no Facebook também não sabia nada, mas a interface dele era mais amigável. Era mais “bonitinho” e nada como aprender tentando, não é mesmo. Principalmente quando as coisas dão sempre certo.
Porém, com o Google+ é um pouco diferente. Ele vem com manual do usuário. Porém, quantas pessoas lêem o manual do usuário dos equipamentos? É mais gostoso descobrir, fuçar. Tudo bem que, na grande maioria das vezes, nossos equipamentos ficam subutilizados justamente por isso, mas quanto menos conhecimento ele exigir  do usuário, melhor.
O formato “círculo” como o Google+ propõe talvez não tenha encantado tanto assim as pessoas. Afinal, grande parte delas está ali para se mostrar, para compartilhar com todo mundo. Se for para limitar, qual a graça que tem?
Enfim, vamos dar mais um tempinho para o Google+.  Vou pesquisar mais um pouco e insistir em conhecer essa rede social. Vamos vê se ela vai conseguir me seduzir.
Você já foi seduzido por ela?
Conte sua experiência.

Você vai deixar seu cliente desamparado?


Seu cliente quer saber sobre Redes Sociais, sobre otimização de site, sobre links patrocinados, sobre aplicativos e uma interrogação surgiu na sua testa?
Hum.... temos um problema.
Engana-se quem acredita que o trabalho diminuiu.
O cliente quer saber e temos que responder.
Mas é fácil, é só levar alguém que entenda do assunto. Legal... HTML, Wordpress, APP... tenho certeza que o programador ou designer, ou quem quer que seja que você levar junto, vai dar uma aula.  Que ótimo! Assunto resolvido, certo?
Acho que não... O cliente vai olhar pra você, ávido por socorro, porque a interrogação agora está na testa dele.
Estamos na era da transição. Todos querem estar, mas a grande maioria não sabe como nem porque. Muito menos o que significa cada um destes termos.
E é você, Atendimento, que tem que traduzir. Você está preparado? Pois tem que estar.
Você não precisa se tornar um programador, um designer ou um social mídia. Mas precisa saber como funciona e o que é cada uma dessas coisas. Afinal, o cliente confia em você. Seu relacionamento com ele é ótimo e, antes que o cliente se sinta órfão, é preciso ampará-lo.

terça-feira, 12 de julho de 2011

Sobrevivendo nas Redes Sociais

Sobreviver nas redes sociais hoje em dia é fundamental. E não estou falando somente dos clientes.

Agora, nós, pobres mortais, usuários, também temos que ter o cuidado. Só não acho que procurar ajuda especializada seja o ideal. Afinal, nossas redes sociais devem mostrar aquilo que somos, não é mesmo?


PEQUENO GUIA DE SOBREVIVÊNCIA PROFISSIONAL PARA QUEM ODEIA REDES SOCIAIS

Entendo que você que trabalha 10 ou 12 horas por dia não tenha tempo de ficar no papo furado do Orkut, Twitter ou Facebook, que não tenha mais idade para isso, ou que tenha até tentado participar mas desistiu pela aparente confusão e falta de sentido prático do que rola nos sites. Mas tenha consciência de que, no campo profissional, participar das redes sociais está deixando de ser uma opção (ou até mesmo um diferencial) para se tornar requisito obrigatório de “empregabilidade”.
Cada vez mais os headhunters, assim como a área de RH das empresas, tem usado as redes sociais como critério de avaliação dos candidatos. Exemplo é justamente uma pesquisa da empresa de recrutamento Robert Half mostrando que 44% dos 2,5 mil executivos brasileiros ouvidos no estudo desclassificariam um candidato no processo de seleção por seu comportamento nas redes sociais.
Aí você pode pensar: “Rára! Mas eu não estou nas redes sociais, então não preciso me preocupar com isso.” Muito pelo contrário. Se você não estiver nas redes sociais, é muito provável que nem participe desses processos de seleção pois os executivos irão preferir as pessoas que ofereçam mais informações para serem avaliadas.
Calma. Mesmo odiando redes sociais você pode participar e manter-se em evidência no mercado de trabalho. Para isso elaboramos um pequeno guia com procedimentos essenciais. São eles:
1. Não invente – Defina claramente o que você quer. Se o objetivo é manter o seu currículo na vitrine e o networking no mercado de trabalho, vá direto ao Linked In e Plaxo, as redes sociais mais acessadas pelos profissionais e executivos.  O Linked In funciona como um currículo online em que é possível não só manter o seu perfil atualizado como localizar colegas de trabalho, fornecedores e clientes e ficar a par do que estão fazendo. O Plaxo é uma agenda virtual que atualiza informações sobre os seus contatos, desde que eles também participem da rede.
2. Capriche no perfil – Como já foi frisado aqui, cada vez mais as empresas estão fazendo uso das redes sociais para buscar, avaliar e selecionar profissionais no mercado por meio das redes sociais. Então capriche ao escrever o seu perfil. Coloque todas as informações importantes e as mantenha sempre atualizadas. Se na sua área de atuação o domínio de outras línguas é fundamental, ter um perfil em inglês também é recomendado.
3. Socialize-se – Um dos pontos fortes das redes sociais é justamente o seu poder em manter ou reatar contato com pessoas do seu relacionamento. Então aproveite, faça uma lista de gente que você conhece, incluindo os que não vê há tempos, e procure os seus perfis. Garanto que vai ficar surpreso com os resultados. Convide-as a participar de sua rede de contatos, mas tenha certeza de se sentirão à vontade para aceitar. Um péssimo hábito é sair convidando pessoas convidar pessoas que nem conhece, somente para “fazer volume” e parecer bem relacionado com muita gente.
4. Seja relevante – Ninguém gosta de chatos que só se lembram de você para pedir alguma coisa: encaminhar o currículo, indicar para uma vaga ou fazer recomendação. Nas redes sociais não é diferente, portanto não fique incomodando os outros dessa forma. Assim como um bom e saudável networking, o que vale é a reciprocidade. Tome a iniciativa e faça recomendações dos amigos, marque um happy hour com ex-colegas para por a conversa em dia, repasse vagas e oportunidades que tomar conhecimento. É a melhor forma de também ser lembrado quando precisar.
5. Crie um hábito – Estabeleça os dias e os horários para fazer a “social”: atualizar o seu perfil, comentar ou responder comentários e visitar perfis de outras pessoas. Com o tempo, isso se tornará tão natural e rotineiro quanto checar e responder e-mails.
Até aqui você está fazendo o suficiente para ser notado e mais facilmente encontrado, mas necessariamente não é preciso se restringir. Depois de cumprir o básico, aproveite também para participar de grupos de discussão relacionados a temas específicos da sua profissão e crie perfis em outras redes sociais.
Se o Facebook, Orkut ou Twitter lhe parecem caóticos em princípio, experimente visitar redes segmentadas de acordo com seus interesses profissionais ou pessoais. Para quem gosta de cinema tem o Cinedica (www.cinedica.com.br), em moda o ByMK (www.bymk.com.br) e livros o Skoob (www.skoob.com.br). Você não só vai encontrar informações úteis e gente muito interessante como vai descobrir que esse negócio de redes sociais pode até ser legal.
 Tentou de tudo e nada disso funcionou? Não desista, chame o auxílio de um assistente pessoal de redes sociais, o social media organizer. Nunca ouviu falar? Certamente, pois acabei de inventar esses termos. Mas se há personal trainers, personal stylists e até especialistas em manter a sua escrivaninha arrumada, por que não profissionais especializados em cuidar da sua imagem nas redes sociais, da mesma forma que acontece nas empresas?
De qualquer forma, seja por iniciativa própria ou com a ajuda de profissional, não há mais desculpa para você ficar de fora da realidade das redes sociais.

segunda-feira, 11 de julho de 2011

Compartilhamento - As mudanças na forma de atuação do novo profissional de Atendimento.

O profissional de Atendimento tem função estratégica dentro de uma agência. Ele é o elo entre o cliente e a empresa, é ele que convive com o cliente, que interpreta suas anseios, suas propostas, seu momento. É a partir dele que toda o circulo de relacionamento cliente x agencia começa.
Isso todo mundo já sabe, não é mesmo? Não é nenhuma novidade.
Então, qual o motivo deste post?
O motivo é o compartilhamento. Estamos mudando de era. Estamos passando para a era digital. E o processo de atendimento ao cliente também está mudando, apesar de manter a essência dos pré requisitos básicos para o bom atendimento.
O que busco aqui é agregar o conhecimento de quem atua na área, com o objetivo de compartilhar o conhecimento, compartilhar os receios e os anseios de quem  está passando por esta mudança.
Como fazer isso? Trocando informações, experiência e buscando aperfeiçoar o trabalho deste profissional tão importante para o bom andamento dos processos.

Repassem para os amigos que vocês sabem que podem contribuir com essa discussão.
Conte experiências pelas quais passaram e o que foi aprendido. Vamos aprender divertindo e divertir aprendendo.

Abraço.

sexta-feira, 8 de julho de 2011

Estamos assistindo o poder das redes sociais: elas agora são fontes de decisão de compras pela internet.
Qual o risco de entrar nesta realidade? Qual o risco de não entrar nela?
Ambos são grandes.
Por isso, tudo tem que ser feito com muita inteligência.





REDES SOCIAIS DECIDEM A COMPRA DE SMARTPHONE NO BRASIL

Operadoras celulares e fabricantes de celulares são os que mais se aproveitam do uso das plataformas de redes sociais, revela estudo da Frost& Sullivan. O levantamento apura que o Facebook e o Linkedin obtiveram maior crescimento se comparado ao mesmo período do ano anterior. O Brasil foi o país em que o Linkedin mais cresceu no último ano, aumentando sua base de usuários em 428%.
Hoje, a ferramenta já é bastante utilizada por departamentos e empresas de recrutamento de profissionais em todo o país. Ainda que o laptop seja o dispositivo mais usado para acessar redes sociais, o uso de smartphone para o mesmo fim apresentou crescimento significante, mostrando ser uma clara tendência no setor.
“O anúncio de videochamadas feito pelo Facebook esta semana em parceria com o Skype mostra os esforços constantes das redes sociais em agregarem novas funcionalidades para seus usuários, com o objetivo de atender todas suas demandas de constante interação”, comenta Fernando Belfort, analista sênior da Frost & Sullivan.
Aplicativos para smartphones que facilitam o acesso a redes sociais é um importante impulsionador para o aumento da venda destes aparelhos, que tem projeção de crescimento superior a 73% na América Latina em 2011.Cerca de 48% dos entrevistados, aponta ainda a Frost & Sullivan, afirmaram levar em consideração esse fator durante o processo de compra do último aparelho de celular móvel. Fabricantes de smartphones e empresas de telefonia móvel estão.investindo pesadamente para adequar seus produtos e serviços ao crescente uso das redes sociais.
“O Brasil é hoje considerado país estratégico para as grandes redes sociais globais como Facebook, Youtube e Linkedin. Algumas das maiores tendências no curto prazo serão o estreitamento do uso das redes sociais no relacionamento entre empresas e seus usuários, além da integração de soluções, como por exemplo aluguel de filmes, serviços de corretagem e compras coletivas”, analisa Belfort.
Operadoras celulares e fabricantes de celulares são os que mais se aproveitam do uso das plataformas de redes sociais, revela estudo da Frost& Sullivan. O levantamento apura que o Facebook e o Linkedin obtiveram maior crescimento se comparado ao mesmo período do ano anterior. O Brasil foi o país em que o Linkedin mais cresceu no último ano, aumentando sua base de usuários em 428%.
Hoje, a ferramenta já é bastante utilizada por departamentos e empresas de recrutamento de profissionais em todo o país. Ainda que o laptop seja o dispositivo mais usado para acessar redes sociais, o uso de smartphone para o mesmo fim apresentou crescimento significante, mostrando ser uma clara tendência no setor.
“O anúncio de videochamadas feito pelo Facebook esta semana em parceria com o Skype mostra os esforços constantes das redes sociais em agregarem novas funcionalidades para seus usuários, com o objetivo de atender todas suas demandas de constante interação”, comenta Fernando Belfort, analista sênior da Frost & Sullivan.
Aplicativos para smartphones que facilitam o acesso a redes sociais é um importante impulsionador para o aumento da venda destes aparelhos, que tem projeção de crescimento superior a 73% na América Latina em 2011.Cerca de 48% dos entrevistados, aponta ainda a Frost & Sullivan, afirmaram levar em consideração esse fator durante o processo de compra do último aparelho de celular móvel. Fabricantes de smartphones e empresas de telefonia móvel estão.investindo pesadamente para adequar seus produtos e serviços ao crescente uso das redes sociais.
“O Brasil é hoje considerado país estratégico para as grandes redes sociais globais como Facebook, Youtube e Linkedin. Algumas das maiores tendências no curto prazo serão o estreitamento do uso das redes sociais no relacionamento entre empresas e seus usuários, além da integração de soluções, como por exemplo aluguel de filmes, serviços de corretagem e compras coletivas”, analisa Belfort.

terça-feira, 21 de junho de 2011

FESTA JUNINA - ALEXANDRE

Foi uma das melhores festas juninas que eu já fui! Comida maravilhosa, muita diversão e um ambiente familiar excelente.
Parabéns.


A REVOLUÇÃO DOS APPS?

Alguns já acreditam em uma nova fase da web: a substituição do ''www'' pelo ''apps''. Eu acho que ainda vai demorar um pouco.

Na matéria postada no site (http://www.midiassociais.net/2011/06/os-apps-darao-fim-ao-www/), Ricardo de Paula comenta sobre os resultados da pesquisa realizada pela Flurry que aponta que os americanos, pela primeira vez, navegaram mais tempo nos aplicativos do que na web.
Diz que a situação já estava prevista quando cita:

"Isso me faz lembrar do artigo escrito pelo Chris Anderson na revista Wired onde ele previa que as redes sociais e os aplicativos seriam os condomínios, enquanto a web e seus bilhões de sites e arquivos seriam as cidades, ou seja, apesar de passarem o dia conectados, cada vez menos pessoas usam a World Wide Web." 


Até acredito que a forma de utilizar a web está mudando. Mas não acho que os aplicativos irão superar a www, até porque, os aplicativos são uma releitura do conteúdo da www, de forma mais interativa.

Lá nos EUA pode até ser que essa moda pegue, mas aqui no Brasil, acho que não.

Temos muito o que explorar ainda do www e os hábitos de consumos do brasileiro são bem diferentes dos americanos.
E mesmo que esta moda pegue, ainda temos alguns anos de atrasos em relação aos americanos no que diz respeito a disponibilização das plataformas.

Bom... é esperar pra ver.

quarta-feira, 15 de junho de 2011

Belo Horizonte é considerada a cidade mais "Digital" do país

Estudo realizado pela Momento Editorial em parceria com a instituição CPqD revelou que Belo Horizonte é a cidade mais digital do país.
Para medir o nível de digitalização das cidades, foi elaborado um questionário de 15 perguntas a partir de critérios relacionados à infraestrutura tecnológica que abrange equipamentos e cobertura geográfica; disponibilidade de serviços digitais e recurso de acessibilidade para pessoas com deficiência física e analfabetas.
Bom saber que estamos na frente por algum motivo, não é mesmo? Principalmente no que diz respeito à questões tecnológicas.


Fonte: http://www.otempo.com.br/otempo/noticias/?IdEdicao=2063&IdNoticia=174062

terça-feira, 14 de junho de 2011

TWITS PAGOS: SE SOUBER FAZER BEM, QUE MAL TEM?

As empresas estão aproveitando o potencial (leia-se seguidores) que algumas celebridades têm para gerar o sonho da maioria das empresas: relacionamento.

O twit pago está sendo usado hoje como ferramentas de algumas empresas para gerar relacionamento. Rafinha Bastos, Sabrina Sato, Danilo Gentili estão entre os garotos-propaganda do Twitter. O número de seguidores destes perfis é alto: acima de 1 milhão de seguidores cada um. Diante da procura, os donos dos perfis estão aproveitando para ganhar um "renda extra" pelo trabalho de repassar uma mensagem de 140 caracteres. Na tabela abaixo existe o valor que cada um cobra para twitar a mensagem.

A vantagem deste formato é que, pelo imediatismo das respostas, é possível corrigir os rumos da campanha, ou confirmar o caminho certo.

Utilizando com racionalidade, esta ferramenta pode ser extremamente positiva para as empresas.

Veja abaixo a matéria completa publicada pela Veja.



Campeões de audiência do Twitter vendem de tudo na rede

Perfis famosos como os de Sabrina Sato e Rafinha Bastos cobram por tweet para anunciar móveis, celulares, absorventes femininos...

Renata Honorato
Rafinha Bastos cobra 6.400 reais por tweet patrocinado
Rafinha Bastos cobra 6.400 reais por tweet patrocinado (Divulgação)
Há pouco mais de um mês, o comediante Rafinha Bastos foi apontado pelo jornal The New York Times como o "tuiteiro" mais influente do mundo. Como fama, em geral, atrai dinheiro, ele aproveitou para faturar um extra. Com mais de dois milhões de seguidores no microblog, o apresentador do CQC passou a cobrar por mensagens encomendadas por anunciantes, mantendo sempre a principal característica de seus tweets: o humor. Outros perfis bem-sucedidos na rede de 140 caracteres também exploram esse novo mercado. É o caso dos apresentadores Sabrina Sato e Danilo Gentili, do estudante Federico Devito (um "Colírio" da revista Capricho), de Hugo Gloss, "personalidade" nascida e criada na rede, e da VJ MariMoon, da MTV.  Eles anunciam móveis, celulares, absorventes femininos e até bebidas alcoólicas, entre outros itens e serviços.
O segredo do sucesso, segundo os próprios tuiteiros, é não esconder o papel de garoto-propaganda digital. "As pessoas que me seguem no Twitter não são bobas: elas sabem diferenciar um tweet normal de uma mensagem publicitária. É preciso deixar isso bem claro", diz Rafinha Bastos. Hugo Gloss concorda. Para evitar reações negativas de seus seguidores, ele inicia os posts pagos com a hashtag (marcação) "#pb" – indicando que ali se inicia uma publicidade.
O valor cobrado por tweet – sim, o pagamento se faz a cada 140 caracteres – varia de campanha para campanha e de acordo com o poder de fogo do dono do perfil (confira no quadro abaixo). Sabrina Sato está entre os que mais faturam na rede, segundo informações que correm no mercado publicitário – a apresentadora não revela quanto cobra por mensagem. Para manter seu perfil entre os favoritos dos anunciantes, ela tenta emprestar às campanhas de que participa um pouco da personalidade que a fez famosa na TV: bem-humorada e, digamos, matuta. "Os meus posts são sempre escritos em tom de brincadeira. E faço questão de tomar conta disso sozinha: não delego o trabalho a nenhum assessor." Devito é mais explícito: "Se não deixar o tweet com a minha cara, as meninas que me seguem sequer vão reparar na propaganda." Continue a ler a reportagem
Divulgação













Mercado – Ainda não se fala em casamento entre mercado publicitário e tweet pago. Mas o namoro anda animado. Na avaliação de agências do setor, o Twitter acrescenta uma característica nada desprezível às campanhas: diálogo entre anunciante e consumidor. Assim que um tweet pago é disparado, o cliente tem acesso – em tempo real – à reação dos usuários e pode até determinar mudanças de rumo, caso perceba um retorno negativo.
O trabalho conta com o auxílio da tecnologia para medir resultados. "Softwares de monitoramento medem o uso de hashtags e retuítes, fornecendo números que ilustram a abrangência de uma campanha e o grau de sua aceitação na rede", diz Pedro Ivo Resende, diretor executivo da Riot, agência de São Paulo especializada em publicidade nas mídias sociais.
Há, é claro, limitações. Os anúncios em outros meios – como jornais, revistas, TV, rádio e websites – se baseiam em estudos de alcance, que determinam exatamente qual o tamanho do público atingindo e também seu perfil. Isso não acontece no Twitter. "É difícil analisar a comunidade, já que os usuários da rede começam a seguir um perfil e o abandonam na mesma velocidade. Não há controle sobre isso", afirma Resende. O trabalho de agências e anunciantes, portanto, depende de faro apurado: "Faltam dados demográficos sobre a audiência do Twitter. O jeito é nos basearmos no perfil escolhido para fazer a campanha, em sua imagem junto a fãs e na TV", diz Marcelo Tripoli, presidente da agência de marketing digital iThink.
Um tweet pago pode ser pouco. Ao menos é o que defende Raphael Vasconcellos, vice-presidente de criação da AgênciaClick. Embora as campanhas proliferem na rede, ele aposta em um outro modelo para o Twitter: o perfil patrocinado – caso da conta @ClaroRonaldo, do ex-jogador. "Uma estratégia manca não resolve. Criar um canal de comunicação ou patrocinar um perfil é muito mais eficiente", diz o publicitário. O valor do contrato com o Fenômeno? Ninguém revela.